Transporte de passageiros será monitorado

A partir do ano que vem, toda a frota de ônibus utilizados no transporte regular interestadual e internacional e no transporte fretado de passageiros deverá estar integrada ao Monitriip (Sistema de Monitoramento do Transporte Rodoviário Interestadual e Internacional Coletivo de Passageiros).

Para isso, todas as empresas que atuam no setor deverão adotar tecnologias que permitam o monitoramento da frota, o envio de dados à ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) e o controle das informações sobre as viagens.

O objetivo é que isso auxilie na definição das políticas de regulação e de fiscalização da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres). “Esse rastreamento é uma necessidade que a agência vê para entender melhor o mercado e melhorar a prestação do serviço. Nós vamos construir indicadores por meio das informações que vamos receber, para direcionar ações regulatórias e de fiscalização, principalmente no combate de transporte clandestino”, diz o superintendente da ANTT, Alexandre Muñoz.

O sistema também permitirá novas facilidades aos passageiros, como vendas de bilhetes pela internet (sem precisar retirar a passagem em algum guichê), e informações mais precisas. Muñoz esclarece: “num momento futuro, vamos conseguir disponibilizar, para o usuário, o horário de chegada dos ônibus, com uma previsão mais acurada do que tem hoje, além de fornecer informações sobre os valores das passagens que estão sendo praticados. Isso vai facilitar na escolha da sua viagem”.

Outro ganho esperado é na segurança: a ideia é realizar convênios com autoridades policiais e utilizar os dados para combater a criminalidade. Conforme Muñoz, como o Monitriip permite indicação e motivos das paradas dos ônibus, anormalidades no percurso podem ser rápida e facilmente identificadas. “Caso algum veículo pare em local não previsto e comece a demorar, teremos um alerta de que algo está acontecendo para acionar as autoridades”, destaca.

Operação do Monitriip

O Monitriip é composto pelos subsistemas embarcado e não embarcado. O primeiro caso abrange o conjunto de equipamentos instalados nos veículos, destinados a permitir a sua localização e o seu monitoramento ao longo de toda a operação. O segundo trata da infraestrutura que não está localizada nos veículos utilizados na prestação de serviços, relacionada à venda de bilhetes de passagem rodoviários, venda e recarga de cartões de embarque semiurbano e de registro de ocorrências dos usuários.

A empresa de transporte é responsável pela aquisição, implantação e manutenção do equipamento. A estimativa é que a tecnologia mais básica (que é a exigida pela ANTT) custe cerca de R$ 50 por veículo. Elas também deverão fazer coleta, armazenamento, disponibilização e envio dos dados para a Agência. As informações do subsistema embarcado deverão ser encaminhadas à ANTT em tempo real; as do não embarcado terão prazo de 24 horas.

Adequação pelas empresas

A partir deste mês, todas as empresas deverão fazer um cadastro junto à ANTT, no portal do Monitriip. Depois, terão que indicar o fornecedor da solução do monitoramento, a implantação e, então, começar a enviar os dados à Agência. “Até o fim do ano ou começo de 2017 a ANTT deverá receber as primeiras informações. A partir daí, vamos tratar os dados para construir indicadores e divulgar os mais relevantes”, afirma Muñoz.

No serviço regular, são cerca de 10 mil veículos que estarão integrados ao sistema. No fretamento, mais de 20 mil. O transporte semiurbano também deverá ter o monitoramento, mas isso ocorrerá após as licitações do serviço. Nesse caso, são 1,5 mil ônibus.

Os prazos para adaptação variam de acordo com o tipo de transporte e a quantidade de veículos. A estimativa da ANTT é que toda frota esteja monitorada até meados de 2017.

Natália Pianegonda
Agência CNT de Notícias

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